VII Congresso Nacional da APPBG

A Ordem dos Biólogos esteve presente, na figura da Vogal doColégio da Educação, Paula Maria Castelhano, no VII Congresso da Associação Portuguesa de Professores de Biologia e Geologia (APPBG), subordinado ao tema “Tectónica de Placas – a teoria unificadora da Geologia”, no dia 22 de Abril, no auditório da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

Um dia preenchido com excelentes comunicações, proferidas por excelentes palestrantes de várias áreas do conhecimento que enriqueceram o saber dos professores, sobretudo do 3º Ciclo e Secundário, com novos conceitos e processos, mas sobretudo fortaleceram a comunicação entre estes e os professores do ensino superior e investigadores, assim como valorizaram o papel crucial dos professores em Portugal.

Não deixamos de destacar a presença do ilustre e icástico biólogo Jorge Paiva, que abrilhantou a plateia com os testemunhos fitogeográficos e a sua relação com a tectónica de placas.
Consideramos que a geosfera e a biosfera só têm significado quando se relacionam de forma natural e sustentável, assim como é a filosofia da Ordem estabelecer relações onde a solidariedade, o respeito e a comunicação fazem parte integrante da sua essência.

    

 

Tributo ao Professor Viveiros: facetas de uma personalidade humana

Facetas de uma personalidade humana

Não tive o prazer de ter tido o Professor Viveiros como mestre. Durante o meu curso ele esteve ausente, em Lourenço Marques, desenvolvendo a sua carreira académica e científica. Quando voltou à Politécnica (como nós dizíamos, embora fosse já Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) foi em 75, era eu uma jovem assistente. Como estava adstrita a outras disciplinas nunca tive o privilégio de ser sua assistente e de com ele ter privado o seu conhecimento profundo sobre a botânica.

Tinha apenas as informações dos colegas que trabalhavam com ele ou dos seus alunos. Meticuloso, disciplinado, nunca impunha disciplina, mas emanava uma disciplina pedagógica que levava os alunos a ficarem fascinados com o seu saber metódico e a sua dedicação ao ensino. Calmo, muito sereno, mas sempre retraído para com os colegas sobre quem tinha um enorme respeito e atenção. Tive, sim, o privilégio de poder assistir a algumas tertúlias entre ele, o Professor Pinto Lopes e o Professor Rosado: “beber” o conhecimento das discussões acesas.

Só ficava mais “solto” e mais jocoso quando nos reuníamos nos almoços de Natal ou de fim de ano académico, como era costume naqueles idos tempos. Nunca faltava a nenhum e era sempre o primeiro a anuir que este tipo de eventos eram fundamentais para manter os laços entre as pessoas. Já depois de jubilado nunca faltava a um almoço de Natal do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, no Campo Grande, local onde nunca leccionou.

Durante o meu doutoramento, e passadas as provas, confessou-me que o doutoramento dele o tinha marcado muito, como se de uma herança pesada se tratasse. Por isso compreendia bem o meu esforço e a minha dedicação. Seguiu-me e acompanhou-me em todos os meus concursos e as minhas provas de agregação, mesmo já depois de jubilado, dizendo que admirava a minha tenacidade e que sentia pena de nunca ter sido um cientista para deixar um legado documental para as novas gerações. Nunca entendi muito bem essas suas palavras. Só agora, depois de todos estes anos, percebi que o podia e devia ter rebatido. Um professor deixa Obra, escrita ou oral, consoante as suas possibilidades e facetas pessoais. O Professor Viveiros deixou um legado enorme a todos que com ele privaram, que com ele aprenderam a amar, a “ver”, a gostar da botânica. O carinho e as memórias dos alunos é a maior e justa homenagem que um Professor pode receber.

Maria Amélia Martins-Loução

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Requisitos de admissão

Para concorrer, terá de ter a escolaridade obrigatória, nacionalidade portuguesa, quando não dispensada pela Constituição da República Portuguesa, por convenção internacional ou por lei especial; 18 anos de idade completos; não inibição do exercício de funções públicas ou não interdição para o exercício daquelas que se propõe desempenhar; e cumprimento das leis de vacinação obrigatória. São requisitos preferenciais a detenção de carta de condução categoria B, C1 e C; experiência no manuseamento de equipamentos moto manuais de gestão florestal; experiência em funções semelhantes às para que este concurso se destina; residência num dos cinco Municípios que integram o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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