Memórias da Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa disponibiliza online, em acesso livre, os últimos tomos das Memórias da Academia das Ciências de Lisboa no seu site :

Tomo XLVII da Classe de Ciências, que reúne comunicações académicas dos anos de 2017 e 2018, em dois volumes:

Os volumes impressos estão também disponíveis para venda na Academia das Ciências, cujas condições gerais de venda pode consultar AQUI

Parecer do CNADS

O Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CNADS) tornou pública, no passado dia 14, a reflexão e recomendação dirigida à Assembleia da República e ao Governo sobre a Gestão Sustentável das Áreas Protegidas no quadro do Pacto Ecológico Europeu, aprovada por unanimidade.

 

Reflexão e Recomendação à Assembleia da República e ao Governo sobre a Gestão Sustentável de Áreas Protegidas no quadro do Pacto Ecológico Europeu

O documento visita o estado de conservação dos habitats e espécies em Portugal, e seu progresso, nos últimos 20 anos, classificando-o como “francamente mau”, usando como referência os indicadores da Agência Europeia do Ambiente, e salientando que Portugal é, no contexto mediterrânico e europeu, um dos países mais ricos em biodiversidade e valores naturais, mas que tem vindo “a maltratar este ativo”.

Depois de ter auscultado cerca de 60 entidades envolvidas na gestão e manutenção das áreas protegidas, o CNADS recomenda que as áreas protegidas tenham equipas técnicas e direções próprias, que tenham possibilidade de se financiar além do Orçamento do Estado e que cumpram a sua vocação de serem locais “por excelência” de educação para os valores naturais.

Defende que a gestão das áreas protegidas tem que ser feita de outra maneira, revertendo a “dramática falta de meios para gerir as áreas protegidas e, em geral o território” e reforçando “fortemente os meios das áreas protegidas: humanos, económicos, institucionais e organizativos”.

O CNADS salienta que ao contrário da generalidade dos países europeus, “a maior parte das áreas sensíveis [em Portugal] está em terrenos privados, o que cria desafios à gestão”, defendendo que é preciso o Estado ponderar a compra de terrenos para Conservação da Natureza.

Poderá ver o documento completo aqui.

Dia Internacional da Biodiversidade

As Nações Unidas lançaram este ano o desperdício alimentar, como lema para assinalar o DIA INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE, alertando para o impacto da negligência ambiental na segurança alimentar e na saúde pública.

Os números são avassaladores: estima-se que aproximadamente um terço dos produtos alimentares produzidos são perdidos ou desperdiçados! Por outro lado, milhares de pessoas não têm acesso a uma alimentação adequada.

A perda de biodiversidade está estreitamente relacionada com a produção de alimentos, nas suas diversas fases – uso do solo, processos produtivos, transporte, armazenamento, comercio, consumo, desperdício.

Cerca de um milhão de espécies e animais estão em risco de extinção. Metade do PIB Mundial depende direta ou indiretamente da natureza e da existência de diversidade biológica.

A nossa própria sobrevivência depende da nossa capacidade de inverter estes números.

Podemos dar o nosso contributo, desde logo reduzindo o nosso próprio desperdício e consumindo preferencialmente produtos locais, contribuindo assim para a redução da pegada ecológica.

Dia Mundial da Abelha

Hoje é Dia Mundial da Abelha!
20 de maio

“Se as abelhas desaparecerem da face da Terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas não há polinização, não há reprodução da flora, sem flora não há animais, sem animais, não haverá raça humana.”
Albert Einstein

As abelhas são seres vivos essenciais para a manutenção da biodiversidade. Responsáveis pela polinização, a existência da flora e fauna terrestre que hoje conhecemos depende em grande parte dos seus serviços. De todos os polinizadores, são elas de entre as diferentes espécies as responsáveis pela polinização das culturas mundiais, sem as quais diversos produtos agrícolas dos quais dependemos não existiriam.

A data que hoje comemoramos, foi proclamada pelas Nações Unidas (Dezembro, 2017) para lembrar a importância da polinização e dos seus diferentes agentes para um desenvolvimento sustentável.
Sem polinizadores não há flores, sem flores não há abelhas. As diferentes ameaças a que as abelhas e os restantes polinizadores têm vindo a ser sujeitos pela ação do Homem, tais como o uso e abuso de pesticidas e o aumento das monoculturas, têm colocado em causa o papel destes pequenos seres no equilíbrio do planeta, levando diversas espécies à extinção.
Três exemplos que cada um de nós pode fazer para ajudar?
Promova a diversidade de espécies nativas no seu jardim; evite pesticidas e herbicidas; e compre produtos locais sustentáveis.

Dia Internacional do Fascínio das Plantas

O Dia Internacional do Fascínio das Plantas, foi criado pela European Plant Science Organisation (EPSO), em 2012, tem como objetivo estimular o fascínio pelas plantas, alertar para a importância do estudo das plantas na conservação do meio ambiente e da fitossanidade para a agricultura e produção sustentável de alimentos nutritivos, bem como para a horticultura, silvicultura e produção de produtos de origem vegetal não alimentares, como papel, madeira, produtos químicos, energia e produtos farmacêuticos. Fascination of Plants Day

Dia Nacional dos Cientistas

Em 2016, por Resolução da Assembleia da República (Nº 228/2016), o dia 16 de Maio foi instituído como o Dia Nacional dos Cientistas. A data coincide com o aniversário do ex-Ministro da Ciência e Ensino Superior José Mariano Gago, tendo como objetivo celebrar e reconhecer a contribuição histórica, relevante e inovadora da comunidade científica portuguesa para o avanço do conhecimento, progresso e bem-estar da sociedade.