Two exciting positions at Senckenberg Biodiversity and Climate Research Institute, Frankfurt, Germany

Two exciting positions at Senckenberg Biodiversity and Climate Research Institute, Frankfurt, Germany

Future impacts of climate and land-use change for global biodiversity

Please contact Dr. Christian Hof (christian.hof@senckenberg.de) in case you need any further information.

*Postdoctoral Researcher*

The successful applicant will investigate potential futures for the 
global biodiversity of vertebrates under different climate and land-use change scenarios. He/she will employ cutting-edge species distribution and macroecological diversity modelling to produce global projections of biodiversity and species vulnerability assessments. The position is part of the project “BioScen1point5”, funded by the German Federal Ministry of Education and Research.

Your profile:
– PhD degree in ecology, biogeography or a related field, preferably 
with a focus on large-scale analyses of species distributions, species 
richness, phylogenetic and/or functional diversity
– Research interests in the fields of macroecology and global change 
ecology, creativity and enthusiasm for scientific work
– Proficiency in species distribution modelling, advanced statistical 
analyses with R and in handling large databases of environmental and distribution data
– Excellent written and oral communication skills in English (knowledge of German is not mandatory, but beneficial)
– Documented ability to publish in international journals
– Ability to work in a team and under the pressure of limited time resources

*Data/IT-specialist*

The successful applicant will work on the management, processing and analyses of data to support the investigation of potential futures for the global biodiversity of vertebrates under different climate and 
land-use change scenarios. He/she will support the analyses producing global projections of biodiversity and species vulnerability 
assessments. The position is part of the project “BioScen1point5”, 
funded by the German Federal Ministry of Education and Research.

Your Profile:
– MSc degree in computer science, geography, biology, environmental 
science or another relevant field
– Strong background in managing and processing large databases, 
preferably of environmental and biodiversity data
– Strong expertise in geographic information systems (GIS)
– Interests in the fields of biodiversity research and global change 
ecology, creativity and enthusiasm
– Beneficial are the expertise in advanced statistical analyses with R
– Good communication skills
– Proficiency in English (knowledge of German is not mandatory, but 
beneficial)
– Ability to work in a team and under the pressure of limited time resources

XXIV Porto Cancer Meeting: “Liquid biopsy: bringing precision medicine closer to oncology”

The meeting will provide a great environment for discussing the latest developments in liquid biopsy as a crucial means for the implementation of Precision Medicine in Oncology.

i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde, Universidade do Porto, Porto.

11 e 12 Maio 2017 [ver mais]

 

BIODIVERSIDADE ENTRE MARÉS – PRAIAS ROCHOSAS

Objectivos:

A promoção de recursos e de competências dos professores para a idealização, concepção e dinamização de atividades experimentais no ensino da Biologia é o ponto de partida para o desenvolvimento deste programa de formação.

Cronograma
24 | 02 | 2017 (6ª) 18h | 22h
04 | 03 | 2017 (Sáb) 9h | 18h
18 | 03 | 2017 (Sáb) 9h | 18h
25 | 03 | 2017 (Sáb) 9h | 19h
01 | 04 | 2017 (Sáb) 9h | 19h

Informações mais detalhadas   

Inscrição, aceda aqui.

BIÓLOGA DE VALENÇA GANHA PRÉMIO DA ROYAL SOCIETY OF BIOLOGY

A bióloga Joana Moscoso recebeu o prémio de Comunicação de Ciência da Royal Society of Biology. Este prémio, atribuído a investigadores a trabalhar no Reino Unido que se destaquem no mundo da comunicação e ciência, foi atribuído a Joana devido ao projeto Native Scientist, da qual é cofundadora e às atividades de divulgação de ciência no Imperial College London.

Assinatura de protocolo de cooperação

Foi assinado no passado dia 24 de Janeiro o Protocolo de Cooperação entre a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias e a Ordem dos Biólogos, cujo objetivo é o apoio recíproco na realização de projetos de formação, o desenvolvimento técnico-científico e divulgação da cultura científica, a definição e realização de ações específicas de formação, e a cooperação em ações internacionais no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, entre outros.

AUDIÇÃO DA ORDEM DOS BIÓLOGOS PELA COMISSÃO PARLAMENTAR DE SAÚDE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

A Comissão Parlamentar da Saúde recebeu, a 24 de janeiro, o Sr. Bastonário da Ordem dos Biólogos, Doutor José Matos, a vogal para a saúde, Doutora Cláudia Júlio e a presidente do Colégio de Biologia Humana e Saúde, Dr.ª Ana Sousa, numa audição relativa à proposta de Proposta de Lei 34/XIII que define e regula o “Ato em Saúde”.

Tributos a Mário Ruivo: um Biólogo e um Português de Exceção

Fotos de Mário Ruivo

Numa das últimas Assembleias Gerais da Ordem dos Biólogos quando me preparava para iniciar a minha intervenção tive a grata surpresa de, mais uma vez, ver entrar o nosso membro n.º 731, o Prof. Mário Ruivo que, com quase 90 anos, continuava a participar nos trabalhos dos biólogos e a querer informar-se sobre todos os temas em debate. No final, veio agradecer-me, disse-me que ia de coração cheio e explicou-me que estava naquela Assembleia Geral porque “gostava de se manter curioso”.

Este é um enorme ensinamento para qualquer jovem aspirante a cientista: manter a curiosidade, e manter-se solidário com os colegas.

Há cerca de 3 anos, na cerimónia de tomada de posse dos corpos sociais da OBio, tive a oportunidade de dizer publicamente que o Prof. Mário Ruivo é um dos exemplos do biólogo que eu gostaria de ser.

Com o seu desaparecimento o país fica mais pobre, os oceanos perdem uma importante voz na sua defesa, a sociedade perde uma voz esclarecida e didáctica e eu perco uma enorme referência pessoal.

A todos os familiares, colegas e amigos apresentamos as nossas condolências.

José Matos
(Bastonário da Ordem dos Biólogos)


O Professor Mário Ruivo formou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, 1950, especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos Marinhos (Universidade de Paris – Sorbonne, Laboratoire Arago: 1951-54).

Foi Diretor da Divisão dos Recursos e Ambiente Aquático da FAO (1961-74), tendo participado na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano (Estocolmo, 1972). Secretário da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO (1980-89) e Professor Catedrático Convidado da Universidade do Porto/ICBAS (Curso de Política e Gestão do Oceano). Foi Ministro dos Negócios Estrangeiros no V Governo Provisório.

Desempenhava  atualmente os cargos de Presidente do Conselho Científico das Ciências do Mar e do Ambiente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e Presidente do Comité Português para a COI/MNE, tendo sido eleito Vice-Presidente daquele organismo intergovernamental (COI/UNESCO), em 2003.

Foi membro da Comissão Estratégica dos Oceanos, criada na dependência do Primeiro-Ministro do XV Governo Constitucional. Era ainda o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável desde 1997.

Mário Ruivo foi ainda agraciado pelo Estado português por diversas vezes pelos incontáveis e únicos serviços prestados ao país e à sociedade:

  • Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal;
  • Grande-Oficial da Ordem do Mérito de Malta;
  • Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada de Portugal Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Portugal.

Recentemente o atual Governo instituiu o Prémio Mário Ruivo – Gerações Oceânicas, destinado a galardoar  alunos em contexto escolar que se distingam na divulgação dos oceanos.

Esta é a biografia oficial mas, caras e caros colegas, há uma outra dimensão que tive oportunidade de partilhar com o meu amigo Mário Ruivo ao longo de mais de trinta anos.

Mário Ruivo foi antes de mais um combatente da liberdade e um antifascista ao lado do seu companheiro Mário Soares (de quem foi Ministro), tendo sofrido o exílio em Itália durante 14 anos onde participou ativamente no movimento político de resistência à ditadura.

Mário Ruivo, como recentemente afirmou, na cerimónia pública na Universidade do Algarve de atribuição do justíssimo título de Doutor Honoris Causa, sempre quis ser Biólogo. Fascinava-o a Vida e  a imensidão do Oceano. Das frotas dos bacalhoeiros onde investigou, aos mares profundos ele era, para muitos, o SENHOR MAR!

Tornou um marco histórico o Ano Internacional dos Oceanos, sendo a alma científica do Relatório “O Oceano Nosso Futuro”, promovido pela Comissão Mundial Independente dos Oceanos, presidida por Mário Soares e tornada pública na EXPO 98.

Mário Ruivo foi um enorme divulgador da Biologia e da causa dos Oceanos. Foi um militante da causa da biologia e desde a primeira hora, aceitou o meu convite para aderir à Associação Portuguesa de Biólogos, sendo membro do Conselho Nacional da OBIO.

Mário Ruivo viveu intensamente a vida e, nas Ciências da Vida, do ativismo cívico e político traçou a sua rota. Como ele diria, deixa-nos a “carta de navegação e a jangada a flutuar”. Não é coisa pouca o seu legado.

Dirão muitos que Mário Ruivo é insubstituível; não,  está noutra categoria, é irrepetível.

José Guerreiro
(Fundador da Associação Portuguesa de Biólogos, Ex- Bastonário da OBio e membro do seu Conselho Nacional)


Enquanto jovem estudante de biologia, dei conta de que havia um biólogo, português, que para além de escrever e falar sobre gestão de recursos marinhos, conservação, biodiversidade, mar, zona costeira e outras matérias, juntava outras áreas do conhecimento e da vida social de um modo profundamente inspirador. Tinha esse dom de saber juntar a cultura, o direito, a filosofia, a história, sociologia e tantos outros domínios, à biologia abrindo, de forma pioneira, as portas e os diálogos necessários para aquilo que hoje se designa por desenvolvimento sustentável, que, para ele, sempre foi uma “utopia útil”. O Professor Mário Ruivo surgiu assim como uma referência maior num horizonte distante, de mim e, mais tarde verifiquei, do país. Foi por isso surpreendente, à data, constatar a sua disponibilidade para ajudar o movimento sócio-profissional dos biólogos, quer na Associação Portuguesa de Biólogos quer na Ordem dos Biólogos, sendo decisiva a sua contribuição, discreta mas apropriada, onde e quando foi preciso.

As andanças da vida levaram-me a trabalhar de perto com o Professor Mário Ruivo, no Conselho Nacional do Ambiente, desde a sua fundação em 1998. Desde essa data, apenas duas palavras podem descrever essa vivência: admiração e assombro. Conhecimento, experiência, capacidade de diálogo, motivação, disponibilidade, inovação, tudo isto e muito mais numa só pessoa. Biólogo e cidadão com uma forma rara de ver o Mundo, inquieto mas avisado, informado e inconformado. Deu-me o privilégio de integrar o Conselho Nacional da OBio, as listas que liderei em dois mandatos enquanto Bastonário da Ordem dos Biólogos.

Uma referência maior da biologia e do país a quem muito devemos e certamente saberemos honrar.

Um muito obrigado por tudo o que fez pela biologia, pelos biólogos, pelo país e pelo ambiente e desenvolvimento sustentável. Até sempre Professor Mário Ruivo e guarde lá um lugar naquela nuvem de onde nos olha como sempre.

António Domingos Abreu
(Ex-Bastonário da OBio e membro do seu Conselho Nacional)